sexta-feira, 7 de março de 2008

Exercício de Variação Linguísticas

Coloque o texto a seguir em linguagem formal.


QUEM NUM TEM EMELHO XIMBA, VÉI...
Aí galera, Esse emelho é de Craudinei, mas aqui é Jonilso que tá falano.É porque eu num tenho emelho, aí ele me liberôpra escrevê no dele.E eu quero falá é sobre isso mermo: emelho. A parada é a seguinte: ôto dia eu tava percurano um serviço no jornal aí eu vi lá uma vaga na loja de computadô. Aí eu fui lá vê colé a de mermo. Botei uma rôpa porreta que eu tenho, joguei meu Mizuno e fui lá. Aí eu cheguei lá, fiz a ficha que a mulé me deu e fiquei lá esperano. Nêgo de gravata, eu só "nada... tô cumeno nada!". Aí, eu tô lá sentado, pá, aí a mulé me chama pa entrevista, lá na sala dela. Mulé boa da nada! Entrei na sala dela, sentei pá, aí ela começô: a mulé perguntano coisa como que, se eu sabia fazê coisa como que e eu só "sim sinhora, que eu já trabalhei nisso e naquilo", jogano 171 na mulé e ela cumeno legal.Aí ela parô assim, olhô pra ficha e mim perguntô mermo assim: "você mora aí, é?", aí eu disse "é". Só que eu nun sô minino, botei o endereço de um camarado meu e o telefone, que eu já tinha dado a idéa pra ele que se ela ligasse pá ele, ele dizê que eu sô irmão dele e que eu tinha saído, pra ela deixá recado, que aí era o tempo dele ligá pro orelhão do bar lá da rua e falá comigo ou deixá o recado que a galera lá dá. Eu nun vô dá meu endereço que eu moro ni uma bocada! Aí a mulé vai pensá o que? Vai pensá que eu sô vagabundo tomém, né pai... Nada! Aí, tá. A mulé só perguntano e eu jogando um "h" na mulé, e ela gostano vú... se abrindo toda...! Aí ela mim disse mermo assim: "ói, mim dê seu emelho que aí quando fô pra lhe chamá... - a mulé jáía me chamá já - ... quando fô pra lhe chamá, eu lhe mando um emelho". Aí eu digo e agora?". Aí eu disse a ela mermo assim "ói, eu vou lhe dá o emelho de um vizinho meu pra sinhora, que ele tem computadô, aí ele mim avisa". Mintira retada, que o cara mora longe e o computadô é lá do trabalho dele, aí ele ía tê que mim avisá pelo telefone lá da rua.Aí, depois quando eudisse isso, a mulé empenô. Sem mintira niua, ela me disse mermo assim: "aí, não! como é que você qué trabalha na loja de computadô e não tem emelho?". Aí ela bateu no meu ombro assim e disse "Ói, hoje em dia, quem num tem emelho ximba!". Falo mermo assim, véi, a miserave da mulé. Miserave! Mas aí, eu ía fazê o que, véi?Aí uns dias depois eu acabei conseguindo um seviço de ajudante de predero: um pau danado! Eu pego 7 hora da manhã e leva direto, de 7 a 7, aí meio dia para pra almuçá, comida fêa, e acabô o almoço nun discansa não, volta pro seviço. É pau, vu véi... é pau viola mermo. É por isso que eu digo, é como a mulé disse: "quem nun tem emelho ximba, véi!". É isso aí. Os cara que nun recebero esse emelho vai ximbá, na moral, quando chegá fim de mês, recebê uma merreca. Agora pra você que recebeu esse emelho, eu vô lhe dá a idéa, ói, vá lá na loja que ainda tem a vaga! Já fui! Valeu! Jonilso.

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